O que eu faço aqui...

O que eu faço aqui é basicamente escrever algumas reviews bem simples e nada pretensiosas de séries de TV e filmes.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

2011 e o Oscar

Em primeiro lugar, quero tentar estabelecer o que eu vou [tentar] postar aqui esse ano: reviews de séries, as quais se limitam a The Good Wife, Mad Men, Damages e Boardwalk Empire. Eventualmente posso fazer comentários sobre outras, já que assisto a bem mais do que só essas, mas a questão é que prometer escrever sobre todas é impossível. House, DH, GG, Glee, True Blood, The Walking Dead, etc. etc. etc. Não dá e eu sei que não vou cumprir a promessa. Então eu prometo reviews de alguns episódios destas quatro que citei aí em cima. O resto, bom, com certeza vocês acham gente muito mais qualificada pra falar sobre outras séries.

Além das séries, pretendo escrever alguma coisa sobre o Oscar, que está chegando, e sobre os filmes oscarizáveis. Já vi Cisne Negro, O Discurso do Rei, Toy Story 3, The Kids are all right e alguns outros. Quem sabe eu não faço um post com as minhas apostas pra ganhadores.

É só isso. Mais notícias em breve. Ou não tão breve assim.

Tarde monótona e All About Eve

Tá bom, eu sei que faz décadas que eu não apareço, mas culpem a faculdade, não a mim. E depois culpem as férias, claro. Porque férias merecem ser desfrutadas, certo?
Enfim, agora, a uma semana da volta às aulas, eu resolvi retomar minhas postagens. Tudo porque decidi, hoje a tarde, que ia assistir pela milionésima vez à All About Eve - que aqui no Brasil chama, tragicamente, A Malvada. Não me lembro de já ter falado aqui desse filme, mas é simplesmente o melhor que eu já vi. O que mais me deixa feliz é que não só é um ótimo filme que reconheço como de qualidade, eu AMO esse filme.

Foi o segundo filme a que assisti com a Bette Davis e foi o que me fez colocá-la no meu pedestalzinho de atrizes mais incríveis do mundo. A Margo Channing da Davis é espetacular. Na verdade, todas as atuações são boas, só que a dela é a mais genial de todas.
Apesar dum elenco com Davis, Anne Baxter e outros atores do primeiro time de Hollywood ser um dos pontos fortes de All About Eve, não é isso que faz com que seja um filme fascinante. Pelo menos não é só isso. Boa parte do brilhantismo fica por conta de Joseph Leo Mankiewicz, o roteirista da história, que conseguiu fazer o melhor trabalho que eu já vi na área. Sem brincadeira, é genial. Não tem uma sequência de diálogos que seja dispensável, além de todas elas serem mitos do cinema. Provavelmente a fala mais famosa continua sendo "fasten your seatbelts, it's going to be a bumpy night", que uma semi-bêbada Margo diz a seus amigos no início da festa aniversário de Bill Sampson, o diretor da peça em que ela está atuando e também seu namorado. Mas eu, particularmente, tenho pelo menos uma dúzia de favoritas. Algumas delas:

"Everybody has a heart. Except some people"
" Bill's thirty two, he looks thirty two. He looked it five years ago, he'll look it twenty years from now. I hate men."
"Amen!" - esse só quem já viu o filme vai entender.

Provavelmente eu gosto tanto do filme por conta do destaque que é dado para as mulheres, mas parece inconcebível que o melhor filme que eu já vi sobre a carreira feminina seja de 1950, quando, sejamos sinceros, as mulheres não tinham nem metade do reconhecimento que têm hoje. A isso, temos Mrs. Davis e Mr. Makiewicz a agradecer.

Por isso, se você não sabe que filme assistir, foi na locadora e só encontrou aquelas comédias românticas da Jennifer Anniston que dão até desgosto de pensar - ok, uma ou duas são passáveis, mas o resto é terrível -, compre (é super barato na Americanas), baixe ou alugue All About Eve. Não tem como se arrepender. Se você gosta de cinema, gosta do filme. Na pior das hipóteses, você fica conhecendo o maior mistério da história do Oscar: como Bette Davis não ganhou o prêmio de melhor atriz pelo papel mais brilhante que uma mulher já fez no cinema. Sim, eu estou dizendo que foi o melhor ever, melhor até que a minha amada, adorada e idolatrada Meryl Streep. Fazer o quê, é a vida, não dá pra ser sempre a melhor... mas a Meryl não se importaria, tenho certeza. Perder a coroa pra Davis é uma honra.


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Margo x Eve, com um bônus: Marilyn Monroe entre as duas, fazendo o seu típico papel de moça tonta